A legislação que veda o uso de peças que escondam o rosto, frequentemente associada à burqa, torna-se efetiva a partir do dia 23, prevendo a aplicação de coimas. Shumailla, uma das vozes críticas à medida, sublinha que nunca observou a utilização frequente de burqas em território nacional. A mesma fonte argumenta que a prioridade dada à segurança pública através desta proibição é desproporcional, especialmente quando comparada com o período da pandemia, onde tais preocupações não foram levantadas. Para a entrevistada, a liberdade individual deve prevalecer também no âmbito das práticas religiosas, questionando a eficácia e a necessidade real de uma lei que, segundo a sua perspetiva, acaba por criar mais dificuldades do que aquelas que pretendia resolver.
Source : Público
